... que nem chegou, porque sempre esteve aqui; com seus sorrisos e gracinhas (tah meu amor?). Menino bonito e tranquilo, tão tranquilo que me faz sentir inveja... eu, sempre tão estressada, apressada, sempre correndo... e ele sempre me falando "te acalma, menina!". Criatura de mãos lindas e talentosas, de pele quente e olhos inquietos. Exibido.... ficou pelado em pleno Teatro 4 de Setembro! E a cega aqui passou foi tempo sem ver... sem se dar conta de que ele estava ali, sempre... com ombros, palavras e silêncios... sempre ouvindo, nem sempre compreendendo, mas ainda assim querendo ajudar. Mas enfim, fez-se a luz! De repente eu olhei para o lado e vi... não acreditei e observei melhor... e finalmente me convenci... era ele... o tempo todo... o dono da minha rosa... Comecei 2010 muito bem acompanhada...
... não que tenha sido um ano ruim... só foi um pouco... lento demais... um ano que me fez esperar muito, por tudo... e, como já se sabe, não sou uma pessoa que goste muito de esperar.Um ano de expectativas menores, mas nem por isso menos avassaladoras. Mas estou aprendendo, bem devagar, mas estou conseguindo me conter um pouco mais, já consigo suportar o incômodo de ver um sonho ou projeto não se realizar... ainda dói, mas não como antes... dói, mas não me paralisa... pelo contrário, aumenta o meu querer, aumenta minha disposição para buscar o que quero.Só preciso saber direito o que quero... porque no geral eu quero tudo, tenho que definir melhor minhas prioridades, pesar a importância de cada sonho, de cada projeto.O bom de 2009 foi a proximidade com as mulheres de minha família, pude contar com a força delas e, de vez em quando, dar um pouco da minha força a elas também. Elas são a minha família, os homens, meus tios, meu pai e os outros que me perdoem, mas só com elas eu me sinto em casa de verdade... só nelas eu reconheço minha voz, meus traços, meu temperamento... somos tão parecidas que não se pode ter a menor dúvida de que o sangue que corre dentro de nós é o mesmo. Junte as quatro (agora cinco com a Cléo) num mesmo recinto e aguarde... em pouquíssimo tempo, não se entende mais nada...rs... o lugar se torna Babel... todas falando, gritando e rindo ao mesmo tempo... um verdadeiro galinheiro...rs...E eu as amo. Muito. Sempre e incondicionalmente.
... Pois é... me fazem muita, muita falta... o passado, a família, os amigos, os momentos... beijos, abraços, lágrimas, brigas, escândalos, quartos, camas e chãos... Uma vontade de voltar no tempo e, apenas por instantes, rever e reaver tudo de novo... Crescer é complicado... intensidade é a palavra que define bem o meu "crescer" ( se é que isso que me acontece é crescer...), tudo muito melhor... ou pior, dependendo do caso... mas tudo muito mais forte, vivo, alto e colorido! Às vezes me canso, quero apenas dormir e dar um tempo no tempo... mas não dá... acordo e já é amanhã... E a falta das pessoas? Não mais as pessoas por quem e com quem briguei, com e sem motivo... mas as pessoas que me aparecem de anos em anos... e as que nunca aparecem... uma vontade de refazer e desfazer algumas relações, algumas emoções... Quisera eu voltar e dar o beijo, dizer que amava (ou que não amava), brigar quando devia, calar quando podia... evitar as pedras e contornar as montanhas que colocaram no meu caminho... destruir o muro de medo, covardia e hipocrisia que muitas, muitas vezes eu ergui ao meu redor... Eu acho, eu só acho, que o muro ganhou uma porta... e ela fica cada vez mais larga... espero eu que daqui a pouco tempo eu só tenha portas ao meu redor... chega de muros! Queria mesmo vocês todos de volta, todos aqui, todos comigo... Queria não, quero! E vou continuar querendo... até encontrá-los ou me perder de vez... Saudade intensa e imensa!
... eu continuo meu processo de reconhecimento, me despindo de alguns conceitos inúteis, deixando de dar importância a algumas coisas, vendo algumas pessoas de outra maneira... Continuando com a terapia que está me resgatando (obrigada Dr. Emmanuel!), trabalhando, querendo voltar a estudar, voltando a namorar ( o "moço"...rs), vivendo comigo e com os outros, na maior tranquilidade que posso, com a maior sinceridade que me é permitido. Ah! E eventualmente salvando minha filha de tragédias, isso com a ajuda do anjo de guarda dela que, diga-se de passagem, é o McGyver (rs...). Hoje foi o forro do teto da sala que desabou sobre a rede onde ela dormia (!!!). Acordei cinco da manhã com o estrondo (os gatos resolveram acertar suas contas no forro).Foi o tempo de correr e tirá-la da rede para ver se não havia nenhum ferimento... e graças a Deus, não havia... nada... aliás, ela só acordou no meu colo, uns dois minutos depois. O susto foi enorme... mas passou... e sem maiores problemas. Se bem... tem um... vou ter que começar a procurar casa de novo... não vou morar em um lugar que a qualquer momento pode desabar sobre a minha cabeça...
... A maioria das pessoas que nos acompanham, não estão realmente conosco; estão com sua própria imagem diante das outras pessoas. Estão sempre preocupadas se estão bem vestidas, se o cabelo está bom, se estão falando bem, se estão sendo inteligentes, engraçadas, enfim, se são boas companhias. Apenas umas poucas pessoas realmente estão ali com você, lhe dando atenção, lhe ouvindo de verdade, querendo saber como você realmente está e se mostrando realmente como são. O restante... enfim, ninguém mais se preocupa se você está bem, se está triste, angustiado infeliz. Ninguém mais quer realmente saber o que se passa dentro de você, o que você sente ou pensa. Nem se mostra por inteiro, preferem se esconder atrás de máscaras. Preferem a imagem que foi construída, por eles ou por você mesmo. E sabem por que? Porque essa imagem vai de encontro ao que eles já sabem, ao jeito de ser que eles já conhecem... então se acontecer alguma alteração nessa imagem, junto vem uma onda de decepção... as pessoas começam a dizer que você não é mais o mesmo, que está "estranho" e a maioria delas vai se afastar, não do que você é de verdade, mas da imagem que existia antes. Qualquer mudança desestrutura as idéias já existentes a seu respeito, e as pessoas relutam até onde podem para não reestruturar idéias... não sei se por preguiça ou simples falta de interesse, mas são muito poucas as pessoas que se dão o trabalho de rever seus próprios conceitos. Então preferem se afastar do "desconhecido", é mais seguro e confortável. Das pessoas que lhe rodeiam, alguns poucos permanecerão... os poucos que se doam, que sabem receber, que acolhem, que dividem o próprio mundo com você e aceitam entrar no seu mundo. E esses, só esses podem ser chamados de amigos. O resto... enfim, é o resto.
"... retorna! Tua casa te espera... Vai logo, ela precisa de ti! Já vou avisando que tem muito pó acumulado e os móveis estão desarrumados, mas ela te chama... precisa da tua presença, precisa ouvir tua voz, sentir teu cheiro... precisa ter a certeza do teu retorno, saber que não foi abandonada e que será ocupada novamente... Teu jardim está cheio de ervas daninhas, tuas flores estão morrendo de tristeza... a grama sente falta dos teus pés descalços... não se ouve mais a música das manhãs de domingo... Volta! Expulsa os ratos e baratas que se alojaram enquanto estavas fora... traz de volta teus felinos amores, limpa e perfuma tua casa, abre tuas janelas... Ela está lá! No mesmo lugar onde a deixaste! Toma teu reino de volta, antes que intrusos invadam e tomem posse do que te pertence! Agora é hora de voltar e colocar as coisas no seu devido lugar..."
"Parece uma rosa, De longe é formosa... É toda recalcada, A alegria alheia incomoda. Venenosa, erva venenosa... É pior do que cobra cascavel, o seu veneno é cruel! De longe não é feia, Tem voz de uma sereia... Cuidado, não lhe toque! Ela é má, pode até te dar um choque... Se porta como louca! Achata bem a boca... Parece uma bruxa, um anjo mau! Detesta todo mundo! Não pára um segundo, Fazer maldade é seu ideal... Como um cão danado, Seu grito é abafado... É vil e mentirosa... Deus do Céu, como ela é maldosa! Venenosa, erva venenosa... É pior do que cobra cascavel, o seu veneno é cruel!" (Rita Lee...)