domingo, 6 de junho de 2010

E um sonho me faz reconhecer meu medo...

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Sempre disse para quem quisesse ouvir, que não tenho medo de morrer, ao contrário, a morte me traria um descanso, uma pausa antes de renascer...
... mas tive um sonho que mudou isso...pelo menos pelos próximos 60 anos!...
Sonhei que tinha morrido, até aí tudo bem, tava lá, morta, um espírito tranquilo, sereno... até que vi minha filhota... ela me viu também, mas eu não podia tocá-la... não podia abraçar, beijar, pegá-la nos braços.... como assim?
Senti a maior dor da minha vida (ou morte, sei lá)... uma dor absurda, de estar perto, ser vista, mas não poder participar da vida da minha pequena...
No sonho eu pedi para voltar e consegui... como na vida real essa possibilidade é muito remota, espero que a Dona Morte passe batido por mim nas próximas décadas!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Agradecimentos...

Obrigada... por aparecer na minha vida, ou melhor, por me permitir vê-lo. Por me segurar todas as vezes que eu caí e quis permanecer no chão... por me fazer enxergar minhas fraquezas e meus defeitos e assim me tirar o direito de julgar quem quer que seja...
Obrigada por me ouvir e por me obrigar a falar, mesmo quando eu não queria dizer nada...
Obrigada por entrar na minha mente e assim, despertar uma Ana que estava aqui, escondida em mim...
Obrigada por me libertar das prisões que eu mesma criei, das leis inúteis que eu mesma me impus...
Obrigada por me fazer aceitar minha pequenez e minhas falhas... obrigada principalmente por me ensinar a me perdoar por elas...
Obrigada por me mostrar que só serei capaz de perdoar os de fora se eu for capaz de me perdoar antes...
Obrigada por tudo... procurarei estar sempre em contato...
Dr. Emmanuel Torres - O melhor psiquiatra que tive a sorte de conhecer e acompanhar.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Irreconhecível...

Acho que eu não estava tão atenta, quando dei por mim já tinha acontecido e eu nem ao menos sei quando começou...
Só sei que de repente, a pessoa que eu tinha diante de mim era estranha, alguém que eu não conhecia, alguém que não faz parte do meu mundo.
Eu sei que as pessoas mudam, eu mesma mudei em muita coisa no decorrer desses anos, mas será que é uma mudança assim tão grande? Tão forte, tão brusca, tão absoluta que nem os amigos, pessoas tão próximas, consigam encontrar algo familiar?
Ou será que essa pessoa estranha sempre existiu e só usava um disfarce, uma máscara?
Será que era tudo um embuste? Uma farsa?
Como posso olhar para você e não reconhecer nada? Sorriso, olhar, voz... nada!
Não restou nada da pessoa que eu amava, que eu achava que conhecia e que me conhecia também.
Quando olho para você vejo distância, orgulho, egoísmo... vejo alguém que não se importa com nada nem com ninguém além de si.
Você não consegue mais me olhar nos olhos, não retribui sinceramente meu sorriso.
Não gosto dessa pessoa estranha, metida, nojenta... não gosto dessa pessoa sem modos, sem educação, que acha que o mundo gira em torno de si.
Você não era assim... ou talvez sempre tenha sido e só agora a máscara caiu... só agora o monstro se revelou por inteiro...
Chega de mentiras, chega de fingimento, chega de você...
Não gosto dessa verdade que tenho diante dos olhos e, como não sou obrigada a estar perto de todo esse engodo, o que tenho a fazer é me manter longe de você.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Enfim... ele...

... que nem chegou, porque sempre esteve aqui; com seus sorrisos e gracinhas (tah meu amor?).
Menino bonito e tranquilo, tão tranquilo que me faz sentir inveja... eu, sempre tão estressada, apressada, sempre correndo... e ele sempre me falando "te acalma, menina!".
Criatura de mãos lindas e talentosas, de pele quente e olhos inquietos.
Exibido.... ficou pelado em pleno Teatro 4 de Setembro!
E a cega aqui passou foi tempo sem ver... sem se dar conta de que ele estava ali, sempre... com ombros, palavras e silêncios... sempre ouvindo, nem sempre compreendendo, mas ainda assim querendo ajudar.
Mas enfim, fez-se a luz! De repente eu olhei para o lado e vi... não acreditei e observei melhor... e finalmente me convenci... era ele... o tempo todo... o dono da minha rosa...
Comecei 2010 muito bem acompanhada...

domingo, 3 de janeiro de 2010

E lá se foi 2009... ainda bem...

... não que tenha sido um ano ruim... só foi um pouco... lento demais... um ano que me fez esperar muito, por tudo... e, como já se sabe, não sou uma pessoa que goste muito de esperar.
Um ano de expectativas menores, mas nem por isso menos avassaladoras. Mas estou aprendendo, bem devagar, mas estou conseguindo me conter um pouco mais, já consigo suportar o incômodo de ver um sonho ou projeto não se realizar... ainda dói, mas não como antes... dói, mas não me paralisa... pelo contrário, aumenta o meu querer, aumenta minha disposição para buscar o que quero.
Só preciso saber direito o que quero... porque no geral eu quero tudo, tenho que definir melhor minhas prioridades, pesar a importância de cada sonho, de cada projeto.
O bom de 2009 foi a proximidade com as mulheres de minha família, pude contar com a força delas e, de vez em quando, dar um pouco da minha força a elas também. Elas são a minha família, os homens, meus tios, meu pai e os outros que me perdoem, mas só com elas eu me sinto em casa de verdade... só nelas eu reconheço minha voz, meus traços, meu temperamento... somos tão parecidas que não se pode ter a menor dúvida de que o sangue que corre dentro de nós é o mesmo. Junte as quatro (agora cinco com a Cléo) num mesmo recinto e aguarde... em pouquíssimo tempo, não se entende mais nada...rs... o lugar se torna Babel... todas falando, gritando e rindo ao mesmo tempo... um verdadeiro galinheiro...rs...
E eu as amo. Muito. Sempre e incondicionalmente.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A falta que sinto deles...

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Pois é... me fazem muita, muita falta... o passado, a família, os amigos, os momentos... beijos, abraços, lágrimas, brigas, escândalos, quartos, camas e chãos...
Uma vontade de voltar no tempo e, apenas por instantes, rever e reaver tudo de novo...
Crescer é complicado... intensidade é a palavra que define bem o meu "crescer" ( se é que isso que me acontece é crescer...), tudo muito melhor... ou pior, dependendo do caso... mas tudo muito mais forte, vivo, alto e colorido!
Às vezes me canso, quero apenas dormir e dar um tempo no tempo... mas não dá... acordo e já é amanhã...
E a falta das pessoas? Não mais as pessoas por quem e com quem briguei, com e sem motivo... mas as pessoas que me aparecem de anos em anos... e as que nunca aparecem... uma vontade de refazer e desfazer algumas relações, algumas emoções...
Quisera eu voltar e dar o beijo, dizer que amava (ou que não amava), brigar quando devia, calar quando podia... evitar as pedras e contornar as montanhas que colocaram no meu caminho... destruir o muro de medo, covardia e hipocrisia que muitas, muitas vezes eu ergui ao meu redor...
Eu acho, eu só acho, que o muro ganhou uma porta... e ela fica cada vez mais larga... espero eu que daqui a pouco tempo eu só tenha portas ao meu redor... chega de muros!
Queria mesmo vocês todos de volta, todos aqui, todos comigo...
Queria não, quero! E vou continuar querendo... até encontrá-los ou me perder de vez...
Saudade intensa e imensa!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Enquanto isso, na Sala de Justiça...

... eu continuo meu processo de reconhecimento, me despindo de alguns conceitos inúteis, deixando de dar importância a algumas coisas, vendo algumas pessoas de outra maneira...
Continuando com a terapia que está me resgatando (obrigada Dr. Emmanuel!), trabalhando, querendo voltar a estudar, voltando a namorar ( o "moço"...rs), vivendo comigo e com os outros, na maior tranquilidade que posso, com a maior sinceridade que me é permitido.
Ah! E eventualmente salvando minha filha de tragédias, isso com a ajuda do anjo de guarda dela que, diga-se de passagem, é o McGyver (rs...). Hoje foi o forro do teto da sala que desabou sobre a rede onde ela dormia (!!!). Acordei cinco da manhã com o estrondo (os gatos resolveram acertar suas contas no forro).
Foi o tempo de correr e tirá-la da rede para ver se não havia nenhum ferimento... e graças a Deus, não havia... nada... aliás, ela só acordou no meu colo, uns dois minutos depois. O susto foi enorme... mas passou... e sem maiores problemas.
Se bem... tem um... vou ter que começar a procurar casa de novo... não vou morar em um lugar que a qualquer momento pode desabar sobre a minha cabeça...