domingo, 27 de julho de 2014

Casamentos...

Esta publicação é mais um aviso de alerta do que um desabafo.
Não é sensato querer ser meu amigo, querer fazer parte daqueles que considero "meus".
Deixe-me explicar a razão (ou as razões):

  • Sou uma boa ouvinte, meu ombro estará a postos sempre que você quiser chorar suas pitangas;
  • Vou torcer por cada projeto seu, vibrar com cada vitória e lhe consolar a cada derrota;
  • Vou abraçar como meus sua família e seus amigos, tendo por eles o mesmo carinho que tenho por você;
  • Vou tomar o seu partido e comprar suas brigas, lhe defendendo de qualquer ofensa;
  • Vou aguentar seus pitis, mimimis e dramas, muitas vezes rindo e lhe fazendo rir disso tudo.
 Se sou assim, deveria ser uma maravilha ser meu amigo não é mesmo? 
Não, não é... 
Primeiro foi o "venha a nós", agora é o "ao vosso reino":

  • Amizade e amor na minha cabeça são a mesma coisa, então uma amizade é quase um casamento, com todo o compromisso que a palavra inspira;
  • Vou acreditar em tudo o que você me disser, e se você mentir para mim, vou ficar magoada, de verdade;
  • Sou daquelas amigas chatas, que sentem saudade e cobram presença.  Vou querer estar por perto sempre (ou quase sempre);
  • Vou querer que você tenha por mim a mesma consideração que tenho por você;
  • Vou esperar que nossa amizade dure muitos anos, de preferência a vida inteira.
Ficou entendido?
Já passei do tempo de ter "amores de papel", hoje valorizo o que é sólido, confiável, duradouro (sim, meu marido tem muito a ver com isso). Então para quem gosta de contatos superficiais, abraços "gelados", sorrisos fingidos, amores de papel, e "eu te amo de brincadeirinha", é bom passar batido por mim.
Se aproxime apenas se você tiver interesse em um "casamento fraterno".
Fica a dica! 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

O Demônio do Meio-dia


Sua chegada é quase sempre silenciosa, imperceptível.
O cabelo cai, a pele perde o viço, o brilho some do olhar...
É só cansaço, você pode dizer.
Mas calma, não pára por aí...

O sono se torna um traidor, aparece quando não deve e some quando se precisa dele.
A fome? Bom, no meu caso ela some completamente.
E então além do cabelo fraco, da pele feia e do olhar apagado, eu também fico magra.
Magra não, muito magra... magra e pálida, como um cadáver.
Mas eu não sou um cadáver.
Não ainda.
Apesar de me arrastar como uma sombra e só sair da cama porque enfim sou obrigada...

Minha mãe me dá umas sacudidas, me força a me olhar no espelho e ver no que eu estou me transformando.
E então eu a vejo, ali, ao meu lado...
Uma velha conhecida (atentem bem, não amiga, muito menos querida).
Mais uma vez ela está aqui.
Mais uma vez ela veio sem ser chamada nem desejada.
E mais uma vez eu vou ter que mandá-la embora, mesmo sabendo como ela é teimosa e como vai aparecer novamente quando eu menos esperar...

Mas não posso deixá-la ficar nem me acostumar com sua presença.
Tenho que lutar. Sempre.

Me passe a Sertralina, por favor.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Sobre o rompimento do meu dique...


O limite foi ultrapassado.
A dor predominou.
E o resto de autocontrole, de disciplina, de sanidade, se rendeu ao sofrimento...
E afogada em autopiedade e ressentimento, afundei na minha própria sombra.
E emergi cega de fúria e disposta a enfrentar (e afrontar) todo mundo.
E como um espelho macabro, eu comecei a apontar e julgar nos outros, tudo aquilo qye não era aceito dentro de mim.
E os mais próximos, os mais amados, foram os mais julgados, os mais feridos.
E com razão, eles se afastaram, fugiram da minha presença tão cáustica...
E eu me vi só. Os amigos não confiavam mais em mim. Como confiar em alguém que num repente, pode surtar e destratar todo mundo?
Como querer por perto alguém que derrama veneno pelos olhos e pela boca?
Então, sozinha, sem ter a quem atacar, coloquei a mim mesma no banco dos réus do meu próprio julgamento.
E como todo condenado, revi toda a minha conduta e me arrependi profundamente dos meus atos desvairados.
E fui tomada pela vergonha.
Vergonha de ter tratado tão mal aqueles a quem eu mais amo.
E é essa vergonha que me impede de pedir perdão pessoalmente.
É a vergonha que me faz ficar em casa, por achar que não mereço mais estar perto deles.
É a vergonha que barra minhas manifestações de carinho, afinal como alguémque te encheu de patada pode te abraçar e dizer que te ama?
Mas eu amo sim, e muito...
E assim, covarde de tanta vergonha, tento aos poucos, me aproximar de novo...

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Testamento Lírico

"Se quiserem saber se pedi muito
Ou se nada pedi, nesta minha vida,
Saiba, senhor, que sempre me perdi

Na criança que fui, tão confundida.

À noite ouvia vozes e regressos.
A noite me falava sempre, sempre
Do possível de fábulas. de fadas.

O mundo na varanda. Céu aberto.
Castanheiras doiradas. Meu espanto.
Diante das muitas falas, das risadas.

Eu era uma criança delirante.

Nem soube defender-me das palavras.
Nem soube dizer das aflições, da mágoa
De não saber dizer coisas amantes.

O que vivia em mim, sempre calava.

E não sou mais que a infância. Nem pretendo
Ser outra, comedida. Ah, se soubésseis!
Ter escolhido um mundo, este em que vivo

Ter rituais e gestos e lembranças.
Viver secretamente. Em sigilo
Permanecer aquela, esquiva e dócil

Querer deixar um testamento lírico

E escutar (apesar) entre as paredes
Um ruído inquietante de sorrisos.
Uma boca de plumas, murmurante.

Nem sempre há de falar-vos um poeta.
E ainda que minha voz não seja ouvida
Um dentre vós resguardará (por certo)

A criança que foi
Tão confundida.

(Hilda Hilst)

sábado, 18 de maio de 2013

Vamos nos permitir... e nos assumir também.

Todos os dias, durante a nossa vida inteira, nós passamos por pequenas mudanças.
Todos nós.
E chega um momento que, todas as pequenas mudanças, juntas, formam uma grande mudança, às vezes tão grande que até parecemos outra pessoa.
E somos mesmo.
Em alguns casos (na maioria deles), pessoas melhores.
E quando chega esse momento temos dois caminhos à nossa frente: fazemos de conta que nada aconteceu, sufocamos essa nova atitude frente ao mundo e continuamos representando o mesmo papel de sempre, nos acovardando diante de todos os riscos que ser outra pessoa pode nos trazer; ou então tomamos posse da nossa própria vida, assumimos para o mundo inteiro quem somos, sem representações e enfrentamos os riscos, os narizes torcidos, os julgamentos (e condenações) de quem também muda todos os dias mas nunca teve coragem de assumir.
Eu resolvi parar de ser covarde...
E eu fui por muito, muito tempo.
Agora peguei minha vida nas mãos e vou viver tudo o que essa nova condição me trouxer, de bom ou de ruim.
Não vou parar de mudar, acho que só quando eu morrer (ou não).
Mas vou assumir cada mudança, afinal, o que é de verdade, sempre vai estar aqui.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Peregrina de mim mesma...

Finalmente começando a sair do confinamento onde eu mesma me coloquei... precisava disso, me encarar de frente, sem máscaras, sem atenuantes... e quando me obriguei a fazer isso, não me encontrei... percebi que eu não sabia quem eu era. Quem sou eu?
Começando do começo, fui uma criança curiosa, articulada e danada, como toda criança saudável que eu conheço (minha filha é assim, graças a Deus), mas cresci ouvindo que isso e tudo o que eu era estava errado e que se eu continuasse assim, ninguém ia gostar de mim... então eu tinha que fazer algo que trouxesse as pessoas para perto de mim, e resolvi isso sendo engraçada e corajosa, impulsiva e bem estabanada... fui crescendo e na adolescência isso só "piorou", não que tenha sido ruim, mas essa imagem só se fortaleceu... virei "A Louca", de quem se esperava tudo e qualquer coisa.... mas só isso não era suficiente, as pessoas tinha que precisar de mim... então virei a defensora de todos os meus amigos, dava colo, comprava briga e, muitas vezes, deixava meus problemas para tentar resolver os deles... não fazia isso só para tê-los por perto, mas também para tê-los por perto...
E de uns tempos para cá, essa imagem começou a me incomodar, a não me fazer bem, como uma roupa que você usa por muito tempo e de repente não lhe serve mais... mas faltava a coragem de jogar a roupa fora...
Resolvi então me voltar para dentro de mim para encontrar a coragem de ser quem eu era de verdade...
Recentemente, a palavra abandono volto a aparecer na minha vida e só então eu me dei conta que nada que eu fizer ou deixar de fazer vai prender ninguém a mim, o abandono pode acontecer a qualquer momento, por qualquer razão, ou mesmo sem razão...
Ótimo, então agora eu ia ser eu de verdade.
Como? Se, de repente, eu não sei bem quem eu sou?
Passei tanto tempo representando que não conseguia diferenciar a pessoa da persona.
E resolvi me descobrir, comecei abraçando minha própria sombra, dando de cara com o que tinha de mais escuro em mim... e descobri que julguei e condenei justamente o que me refletia....
De tanto me descascar, cheguei a pensar que quando o processo acabasse não ia ter nada... eu não era nada...
E o processo não acabou, mas tenho descoberto e me surpreendido com o que vejo... no fundo de tudo, vejo exatamente tudo o que sempre neguei... encontrei sensibilidade... uma sensibilidade que sempre combati porque confundia com fraqueza... e hoje percebo que não é...
Ainda não descobri que eu sou, mas o caminho começa a se mostrar mais leve...

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Minhas cinzas...

Falsa
Infantil
Maledicente


Sinto que algumas brasas ainda queimam sob as cinzas. Mas elas vão esfriar. E não vão mais causar dor.

A dor vai passar.
Tudo o que arde, cura.
O universo é perfeito.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Dezoito de Março de Dois Mil e Treze. Esse doeu.

Hoje a minha flor completa cinco anos de vida.
E hoje, pela primeira vez em cinco anos, não estou com ela no seu aniversário...
Não estou junto, comemorando, cantando os parabéns, dando os abraços apertados que sobraram do fim de semana em que ela esteve comigo.
Não estou junto para vê-la arregalar aqueles olhões lindos e ouvi-la me dizer: "Mãe, sabia que eu já tenho cinco anos?".
Não estou junto para admirar o vestido, a fantasia. Para vê-la, toda feliz, me mostrar os presentes que ganhou das pessoas que a amam.
Não estou junto para acompanhar a correria, a gritaria, a animação com o dia do aniversário...
Não estou junto para observar atentamente o sorriso largo, o brilho nos olhos e a alegria que se derrama por todo lugar. Alegria de quem sabe que é amada, muito amada...
Pela primeira vez em cinco anos não posso dar o beijo e dizer bem baixinho no ouvido dela o quanto a amo... tenho que me contentar com um telefonema...
Não é suficiente.
Qualquer coisa que não seja tê-la aninhada nos meus braços nunca será suficiente.
A dor é imensamente maior do que poderia imaginar...
Dói muito relembrar tudo o que aconteceu nesses cinco anos e não poder simplesmente ficar abraçadinha com ela, bem quietinha, só vivendo...
Esse foi o primeiro aniversário dela longe de mim.
E eu espero que tenha sido o último.

Não aguento mais de saudade.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Apenas ouça...

Todo mundo, uma hora ou outra sente a necessidade de desabafar, ou apenas de comentar algo que viu, que ouviu, que sentiu...
Quando eu lhe conto algo, na maioria das vezes quero apenas ser ouvida, não quero opiniões ou conselhos.
O que não lhe impede em absoluto de me dizer o que você pensa a respeito do que foi dito e como eu deveria proceder.
Mas o fato de você tão bondosamente me aconselhar, com certeza pensando no que seria melhor para mim, não me obriga a seguir suas recomendações.
Na verdade, muitas vezes eu já sei o que fazer, quero apenas desabafar, chorar minhas pitangas no seu ombro...
Quando eu preciso de ajuda, eu peço. Já aprendi a pedir.
Eu pergunto, peço sua opinião e seus conselhos.
Agora mesmo, estou apenas lhe dizendo como me sinto, sem querer saber se o que sinto é adequado ou não... mas se você quiser me dizer o que você sente, estou aberta para ouvir.
Só estou cansada de instruções.
Como hoje o legal é se expressar, ter opinião formada sobre tudo, quase ninguém é capaz de apenas ouvir...
E muitos até se ofendem quando seus sábios conselhos, que poderiam resolver todos os problemas (sim, porque todo mundo sabe resolver os problemas alheios), são injustamente ignorados.
Eu mesma me contaminei com a atual mania de ter e impor minha opinião a respeito das coisas.
Agora mesmo estou fazendo isso. Mas esta imposição é na minha esfera pessoal, na minha vida, onde eu posso e devo me impor. Mas não posso fazer isso na sua vida... nem na de ninguém.
E você não é obrigado e me ouvir, nem ler o que eu escrevo, nem a concordar comigo... e eu não vou me ofender, eu juro.
Estou me disciplinando para voltar a ouvir com toda a atenção o que você quiser me dizer, apenas ouvir...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

É errado querer?

Um curso superior de turno integral, um trabalho, um marido, uma mãe idosa de saúde frágil e dois filhos pequenos...
... e às vezes eu não consigo me ver como uma boa aluna, profissional, esposa, filha e mãe...
...às vezes as pessoas me dizem isso, principalmente nos quesitos filha e mãe...
...às vezes eu penso que não vou aguentar, que vou ter que abrir mão de algum desses aspectos...
...às vezes, muitas vezes, as pessoas me chamam de egoísta, me acusam de querer muito...
Mas o que as pessoas não sabem (só quem vive comigo é que sabe) é que eu quero muito mais, que eu já abri e continuo abrindo mão de muita coisa, principalmente por causa (não por culpa) da minha mãe e dos meus filhos.
Não entendem que se eu não estudar, eu não vou ter um bom trabalho; se eu não tiver um bom trabalho, eu não vou poder ajudar o meu marido a sustentar a casa (depender exclusivamente dele não é opção) e dar uma vida mais confortável para minha mãe e para meus filhos.
E eu não me arrependo de nenhuma das minhas escolhas, não me arrependo do meu curso, do meu trabalho, do meu casamento (que, diga-se de passagem, é o meu refúgio), de ter minha mãe morando comigo, de ter tido os meus filhos (ainda quero mais um!)...
Eu sei que nem sempre eu faço o melhor, mas eu sempre faço o melhor que eu posso; pode não ser suficiente (nem sempre é, para muitas pessoas nunca é e nunca vai ser), mas é o meu melhor.
É pouco? Talvez... mas eu ainda sou humana, gente...

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Flores...

...ele desligou.
Ela então guardou o celular e desceu para esperá-lo.
Ele disse que chegaria logo e que ela o esperasse no lugar de sempre...mas ela não o esperou. Não hoje. Queria um lugar novo para encontrá-lo.
Então ela escolheu a pracinha florida que ficava perto dali. Uma praça linda, pontilhada de cores e perfumes, um deleite para os sentidos.
E cruel com as pernas.
A praça não tinha banco. Nem batentes, nada. Nenhum lugar para sentar ou encostar.
Ela considerou sentar no chão, afinal estava de shorts, não ia mostrar nada que não devesse. Mas desistiu. Achou que ia ficar muito estranha ali, sentada no chão, no meio da praça.
E resolveu ser estranha em pé mesmo, parada no meio da praça, fazendo nada.
Olhou o relógio, achou que ele estava demorando e pegou um livro na mochila, para se distrair enquanto ele chegava.
Era no mínimo intrigante vê-la ali, em pé, com sua camisa florida, mochila nas costas e livro nas mãos. Bem no meio da praça e das flores.
Frequentemente levantava os olhos do livro para ver se ele estava chegando.
Frequentemente fechava o livro e dava um passo em direção a rua, pois imaginava ter visto o capacete prata estilo piloto de caça.
E frequentemente dava um passo para trás e reabria o livro as constatar que se confundira, aquele capacete era azul, o outro era preto, o outro era cinza...
Até que ela o viu, o capacete prata, a jaqueta... agora era ele!
Ela desceu para a rua, colocou o próprio capacete (que ele trouxe, claro) e subiu na garupa da moto.
E foi embora, levando o sol nos olhos, o livro na mochila e as flores na camisa.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Aos meu amigos... uma declaração.

Ando um tanto estranha, um tanto triste, um tanto só... sentindo uma saudade imensa de muitas pessoas, algumas eu não vejo há muito tempo, outras estão sempre por perto e ainda assim tenho saudade... saudade de ouvir, de cuidar de confortar, ou só de ficar junto mesmo, respirando... me perguntando qual seria a causa dessa sensação de afastamento me dei conta de que passei algum tempo julgando tudo e todo mundo... "isso não está certo, isso não é assim, é assado"... como se eu por acaso soubesse de tudo.
Eu não sei.
Sei de muito pouca coisa, aliás.
E hoje percebo que por causa dessa minha atitude arrogante, por causa desses chiliques completamente desnecessários, acabei me ferindo, negando minha natureza e afastando amigos queridos, pessoas importantíssimas na minha vida.
Não sou juíza, não nasci para julgar, nasci para amar, cada um de vocês... por isso estou aqui hoje.
Para pedir perdão por tudo.
Amo vocês.
E meu amor é maior que qualquer julgamento.
Estarei sempre aqui, a postos.
Um beijo...

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Adorando ser gorda!

 Agora, às vésperas do sétimo mês de gravidez, eu compreendi o verdadeiro significado da vaidade absoluta que só as grávidas conhecem.
 Na primeira gestação isso não aconteceu de maneira tão intensa; eu me sentia bonita, forte e poderosa sim, até porque era eu contra o mundo então eu tinha que estar bem; mas dessa vez está sendo uma coisa absurda...
 Na gravidez anterior eu estava "em forma", não tive estrias nem celulite, engordei apenas sete quilos na gestação inteira e perdi todos eles na primeira semana de amamentação, voltei ao meu antigo corpo muito rapidamente.
 Agora a coisa mudou um pouco de figura, meu ganho de peso aumentou, já acumulo onze (!!!) quilos a mais, minha estrutura está toda diferente, eu me sinto muito diferente e é isso que me surpreende...
Já começo a acumular as tãos odiadas celulites, mas... confesso, nunca imeginei que pudesse me achar tão bonita com elas; as estrias ainda não surgiram e provavelmente serão poucas, pois tenho a "pele boa"; meus seios e quadris estão muito maiores; a barriga então... muito maior que a primeira. E bem mais pesada também, já sinto um pouco de dificuldade...
 Mas estou adorando ser "gordinha", me sinto tão bonita toda arredondada, até minha libido, que na primeira gravidez foi totalmente anulada, agora aumentou muito...rs...
 Contrariando todos os padrões, estou muito feliz com minhas gordurinhas (meu estoque próprio de bacon...rs...), minhas celulites e meu novo modo de andar e sentar ( já estou na fase de andar como uma pata...rs...).
 Acho que quando o bebê nascer vou sentir falta...

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Escrita profunda... como me foi recomendado.

Esse texto corresponde a meses atrás, mas só tive coragem para publicá-lo agora...

"Um pequeno erro cometido, mais uma falha, uma falta de atenção, me leva a escrever o primeiro texto dessa escrita que tem o dever de ser libertadora.
 Estou apreensiva por ter esquecido um detalhe e sofrendo por antecipação pela bronca que vou levar.
 Não vou discutir, não quero trocar acusações (de novo), mas me sinto um pouco melhor quando recordo que a pessoa cuja opinião tanto me afeta também cometeu erros (até mais graves que os meus); sei que um erro não justifica o outro, até porque a pessoa prejudicada é muito cara a todos nós, mas é como se amenizasse, me mostrando que ninguém é perfeito, todas as pessoas tem seus defeitos, grandes ou pequenos, suas falhas, pequenos lapsos, esquecimentos, que às vezes trazem grandes males ou apenas pequenos aborrecimentos.
 Como me foi aconselhado, quando sentir, perceber que minha ansiedade está acima do "normal", me deixando inquieta, incomodada, trazendo até sintomas, alterações físicas, devo escrever a respeito, desabafando no papel todos os pensamentos que passarem por mim, me libertando de toda a angústia presente.
 Estou ansiosa, sofrendo por antecipação por uma bronca que vou levar por um erro que não foi tão grave a ponto de fazer mal a alguém, mas ainda assim fico suando frio quando penso no que vou ouvir.
 Racionalmente, eu sei que foi um erro pequeno, que todos os dias milhões de pessoas cometem esse mesmo erro e ninguém morre por causa disso, mas por acreditar que as outras pessoas não aceitarão o meu erro, mesmo que elas também errem, eu me pego sofrendo, me cobrando por esse erro, como se eu não pudesse errar, nunca...
 Me cobro uma perfeição que não existem em ninguém, mesmo sabendo que não vou conseguir ser perfeita, fico extremamente desapontada quando erro.
 Como se fosse uma obrigação, que eu não tenho, de nunca desagradar, e eu sei que não posso agradar a todos, mesmo àqueles que eu mais amo, mas sou cobrada, por mim e pelos outros, a me comportar da maneira que esperam.
 Tenho que me educar, para não sofrer tanto quando errar, pois esse não será meu último erro... cometerei muitos outros, erros e acertos."

quarta-feira, 28 de março de 2012

Tempo, tempo, tempo, tempo... Ana "autoterapeuta" Marques.

De tanto correr louca nesse fim e início de ano, olha só o resultado: mais de cinco meses sem aparecer por aqui!
Mas trago milhões de novidades!
Casei, engravidei (não necessariamente nessa ordem), Cleó está adorando ganhar um irmãozinho (ou irmãzinha)estou ganhando mais dinheiros, me mantive na pesquisa científica, estou concorrendo a uma bolsa na universidade, comendo feito louca (e engordando muito pouco) ... enfim, correndo como sempre, feliz como nunca!
Mas tanta novidade e correria me levou à terapia de novo. Ou quase. Calma que eu explico: notei que minha ansiedade deu uma aumentada esses tempos, então liguei para meu terapeuta e marquei uma sessão diagnóstica, para avaliar a necessidade de terapia novamente.
E depois da conversa com meu psiquiatra, onde eu achei que seria o início de mais uma terapia, o que eu ouvi me deixou assustada e envaidecida ao mesmo tempo.
Gabriel me disse que não preciso de terapia, só estou um pouco mais ansiosa que de costume e que posso me cuidar sozinha (?!). Só precisa continuar com a mindfulness e, pasmem, me disse que tenho competência para me autoanalisar (???).
Me aconselhou a escrever todos os meus penamentos quando eu perceber minha ansiedade aumentar e ler em voz alta depois de uns cinco minutos, analisando o que foi escrito.
Há quem diga que é irresponsabilidade dele me deixar assim, por conta; eu não concordo: se ele, que é médico, me acha capaz, porque eu vou duvidar?
Vou seguir o conselho e ver se funcionará, se não der certo, volto para a terapia convencional.
Simples assim.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Meu porto...

É onde eu me refugio quando o mar está muito bravo.
É onde eu me escondo do mundo.
É ele.
Que me protege de todos os males.
Que me apóia em todos os sonhos.
Que cuida de mim quando estou estafada para fazê-lo...

Minha ilha de tranquilidade nesse mar tempestuoso chamado "relacionamento".
Meu lar em qualquer lugar desse mundo, só preciso recostar em seu peito para estar em casa, onde quer que estejamos.
Meu ponto de apoio, meu suporte emocional em meio a tantos conflitos...

Depois de muito tempo, escobri como é importante ter para onde voltar no fim do dia.
Ter alguém para cuidar e ser cuidada.
Ter alguém que escute o que você diz, e compreende, mesmo que não concorde.
Ter alguém a quem dedicar fidelidade e acima de tudo lealdade.

Não preciso mais pousar de ponto em ponto, sem destino fixo, sem a noção de plenitude que tenho agora.
Não preciso e não quero mais sair por aí, vazia, perdida.
Não.
Hoje tenho meu porto, tenho para onde voltar, tenho meu destino.

E às vezes temos nossas tempestades sim, mas aprendemos a trabalhar com elas, usando-as a nosso favor.
Nosso mar não é só de rosas.
Ainda.

sábado, 15 de outubro de 2011

Eu estou noiva... NOIVA?!

Sim. Noiva.
E feliz.
Muito feliz!!!
Estou noiva de um homem maravilhoso, gentil, educado... um príncipe!
Não!
Príncipe não...
Um Rei!
Meu Rei de Copas!
O homem que me fez (e faz) sonhar com uma vida simples, tranquila e feliz... permeada de amor, afeto, respeito e calma.
Calma?! (a Ana falando de calma?)
Sim.
Calma. Tranquilidade. Serenidade. Estabilidade.
Vejam só o que este homem é capaz de fazer comigo. Com a minha vida.
Veio botar minha vida no lugar, me botar no eixo.
Ainda bem.
Era tudo o que eu precisava.
Tudo o que eu queria.
E hoj eu agradeço à vida pelo presente.
Agradeço à minha mãe por conceder minha mão a ele.
Agradeço a todos os amigos pelas felicitações, pela felicidade em me ver feliz.
Agradeço a ele, por surgir na minha vida, por me amar assim, por me guardar, por me fazer sorrir, por me fazer sentir a vida de forma tão intensa!
Por ser quem é!
Perfeito pra mim.
Meu.
Meu noivo.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Meu Rei de Copas!

"...É o senhor dos sentimentos.
No amor, o Rei de copas fala do marido bom, ou do bom amante.
Homem calmo, caseiro, bom pai de familia. Bom amigo.
Significado resumido do rei de copas:
Experiência de vida ,controle dos sentimentos, amor verdadeiro,pessoa confiável."

(Portal do Tarot)


"Um homem mais velho que vai aparecer para proteger, cuidar e amar você. Um homem que vai mudar sua vida, trazendo o amor em sua forma mais pura. Um casamento feliz."
(Tiragem caseira)


Quando abri o baralho e me saiu o Rei de Copas na casa do Amor, isso ainda em 2010, pensei que era uma brincadeira do tarot comigo, que meu baralho tava "com defeito" ou que eu não estava interpretando direito...
Mas não há outro significado para o Rei de Copas, principalmente na casa do Amor... então eu resolvi esperar, mesmo não acreditando... sempre achei que amores assim só aconteciam na vida das outras pessoas, não era pra mim. Até porque nunca fui muito de homens mais velhos...
Em Fevereiro conheci uma pessoa que me encantou, me peguei pensando: "será? ele é o rei de copas?"... mas não era, aquele tava mais pra Rei de Ouros ou Valete de Copas... o tempo e a distância se encarregaram de diminuir o encantamento que eu sentia. Mas eu ia esperar e ver o que acontecia...
E nisso passei quase cinco meses, me correspondendo pela internet, sempre esperando (e eu sou alguém que gosto muito de esperar)... mas aquilo já estava me cansando...

Então em Julho, algo mudou... uma pessoa que eu pensei ser inacessível, se revelou...
Dessa vez não tive medo, ou dúvida... quando ele perguntou se podia fazer parte da minha vida, respondi que sim, sem pestanejar... e não tenho esse costume, como pessoa desconfiada que sou...
E então percebi que o tarot tinha razão...
Meu Rei de Copas finalmente chegou... com todos os atributos "régios e copísticos"... rs... chegou, tomou posse e se estabeleceu na minha vida. Se estabeleceu, me trazendo um amor imenso, um amor que ainda me deixa tonta...
Me sinto segura, amada, protegida... me vejo como "mulher" de um homem maravilhoso! Gentil, educado, um homem de verdade, que sabe se portar, que encanta quem conhece...
E ele veio para me mostrar que a vida não precisa ser uma corrida desenfreada e sem graça...
Ele me mostra a cada dia que posso correr, posso querer dar conta de tudo, posso até me estressar, mas que no final do dia, ou sempre que a gente se encontrar, estou segura, guardada de tudo o que possa me fazer mal...
Me ama, me guarda, cuida de mim e me deixa cuidar dele... agora sei que o meu Rei de Copas chegou, silenciosamente, mas para ficar!
Finalmente a Rainha de Copas aqui saiu do exílio e reencontrou seu Rei... e se estamos juntos, está tudo certo! Permaneceremos assim, amados, juntos, de verdade e para sempre!


domingo, 5 de junho de 2011

Que me desculpem os incomodados de plantão...

... mas não sei ficar calada quando vejo algo errado, ainda mais se for na minha área de trabalho.
Sei que não sou dona da verdade, que não sei de tudo, mas um mínimo de senso se faz necessário antes de se falar ou fazer alguma coisa.
Se sou convidada a julgar e dar nota a alguma coisa, minha opinião no mínimo tem que ser respeitada, aceito numa boa que não se concorde e dou a palavra a quem quiser dar sua opinião também.
Agora, não se pronunciar publicamente e querer pagar uma de moderador da minha opinião... não mesmo! Não comigo!
Um aviso às mães histéricas de plantão: vou continuar fazendo o meu trabalho da maneira correta, independente de isso agradá-las ou não. Quem não sabe perder não entra em competições.
Por causa de pais assim, que querem os filhos sempre vencedores, ainda que injustamente ou até mesmo desonestamente, que a juventude de hoje anda tão prepotente, arrogante e idiota.
Pais que deseducam os próprios filhos.
Se escolhi ser professora, independente da disciplina, minha função é orientar, ensinar, educar.
E tenho dito!

domingo, 1 de maio de 2011

E mais uma vez eu me rendo...

... me rendi, não tenho nem como disfarçar e não vou me prestar ao papel de esconder o que sinto, por medo e ser chamada de boba, tola ou qualquer outra designação do tipo.
Estou apaixonada sim!
Depois de algum tempo me recuperando de uma profunda decepção, descobri que não foi o fim (graças a Deus), que posso sim, me entregar de novo a alguém...
Algo tão inesperado, até mesmo improvável de acontecer... numa viagem que tinha tudo para ser só mais uma pausa na loucura que me acompanha, numa tarde que tinha tudo para ser só mais uma tarde no paraíso, os desenhos se chamam e seus donos se olham... começou ali.
Um interesse que parecia até comum demais entre pessoas "pintadas", acabou progredindo para algo.... como posso dizer? Maravilhoso? Muito pouco.... Sublime? Insuficiente.... Absurdo? Talvez.... tem mais a ver comigo....
Absurdo sim. Absurdamente perfeito.
E com alguém muito diferente das pessoas com tem tenho me relacionado nos últimos tempos....
Talvez aí esteja o segredo. Saí de um padrão. Quebrei a maldição (será?).
Que bom. Aí está. Espero que dure.
Não vou ser falsa e dizer que vou aproveitar enquanto durar e que vou aceitar quando acabar. Não vou não. Quero que dure, que seja pra sempre. Me recuso a acordar desse sonho.
E fico por aqui, esperando por ele na Internet, esperando que Outubro chegue logo e que eu possa tê-lo por perto o quanto antes...